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- Lição 10 - As Chamas do InfernoEm Psiquiatria e Religião5 de dezembro de 2022Post, ótimo para leitura e conhecimento!00
- Lição 11 - Enganos do Tempo do FimEm Psiquiatria e Religião5 de dezembro de 2022Post, ótimo para leitura e conhecimento!00
- Lição 11 - Enganos do Tempo do FimEm Psiquiatria e Religião5 de dezembro de 2022Post, ótimo para leitura e conhecimento!00
- Lição 10 - As Chamas do InfernoEm Psiquiatria e Religião·17 de novembro de 2022Diariamente atendo pessoas cristãs e não cristãs com toda sorte de sofrimentos psíquicos: depressão, ansiedade, transtornos de personalidade, etc. Atendo mais cristãos e, apesar de contrário ao senso comum, estudos recentes têm demonstrado que a proporção de indivíduos com algum transtorno psiquiátrico é maior neste grupo. Tal fato pode provocar estranheza, pois é amplamente conhecido o papel protetor da religiosidade sobre a saúde mental. Como pode, então, uma coisa ser protetora e ao mesmo tempo aparentemente não proteger? Estaria o evangelho perdendo seu brilho? Teria Jesus menos poder agora no século XXI? A verdade é que as igrejas tendem a apresentar um poder de atração enorme para pessoas sofridas e o sofrimento adoece. Nem todos possuem resiliência adequada para passar por agruras, dominá-las e saírem mais fortes. Muitas carregam traumas, culpas e ressentimentos por muito tempo. Encontram alívio e refrigério na Palavra, mas a memória, o ambiente e a incerteza da vida podem ser avassaladores. Jesus morreu pelos nossos pecados, aleluia! Porém, nem sempre conseguimos lembrar disso. O velho homem, infelizmente, por mais sufocado que esteja, está sempre lá para resgatar os pecados passados, a vergonha e o medo. Sem perceber, esses sentimentos negativos abrem espaço pelo cérebro, não se sabe muitas vezes por onde. Lentamente se fortalecem e fazem o seu estrago: desanimam, angustiam e maltratam. Muitos passam anos nessa condição torturante, vivendo um verdadeiro inferno. O inferno na nossa cultura Interessante a lição desta semana começar falando sobre o Inferno de Dante. Escrito há 8 séculos, a obra que praticamente inaugurou o renascimento impactou a cultura da época de forma tão traumática que moldou a visão da cristandade sobre o inferno, perdurando até hoje. Mesmo que não o tenhamos lido: reino subterrâneo onde as almas sofrem os mais inusitados métodos de tortura e punição? Agradeça a Dante por tal visão! O poeta italiano resgatou elementos da mitologia grega sobre o Hades, amalgamou tudo isso com a já sincrética doutrina católica a respeito do inferno e voilá: um caldeirão de referências, verdadeiro prato cheio para a cultura pop de hoje que povoa desde mangás como os Cavaleiros do Zodíaco aos quadrinhos da Marvel e da DC, passando por filmes, videogames e livros. Até quem é cético duvida acreditando. Faz parte da nossa cultura. Como a lição deixou claro, há dúzias de textos no Antigo e Novo Testamentos que desmontam como anti-bíblicas as crenças na imortalidade da alma e na consciência da alma após a morte. Um estudo bíblico feito com coração aberto resolve essa questão. Entretanto, é triste ver como o inferno que existe na mente das pessoas é ainda mais avassalador. O inferno interno Podemos não acreditar em um lugar físico onde as almas são punidas sem dó por um Deus irado, mas muitos constroem verdadeiros “Infernos de Dante” inconscientes em suas mentes, com círculos extremamente complexos e profundos de culpa e miséria onde Deus não chega. Alçapões e masmorras escuras onde o sol da justiça não brilha e a graça misericordiosa de Jesus não alcança! É trágico como muitas vezes conceitos preciosos são aceitos apenas racionalmente. O indivíduo pode ficar anos convencido da redenção maravilhosa que há no sacrifício de Cristo, sem que isso realmente o faça se sentir perdoado, aceito e liberto. Existem padrões de comportamento que são incrustados de tal forma na nossa personalidade por episódios de negligência, violência ou abuso que é quase impossível se comportar de outra forma. Padrões de auto-rejeição e auto-punição, lutos mal resolvidos, arrependimentos e ressentimentos. Faz parte do exercício de santificação diária do cristão o dominar esse velho homem, negando-lhe a nutrição mental necessária para florescer, direcionando o pensamento para coisas mais nobres e perfeitas, como diz Paulo em Filipenses 4:8. E não ache que terapia não tem nada a ver com isso. Tem sim! Um psicólogo cristão pode ser insubstituível nesse processo de desobstruir algumas dessas travas. Não há por que sucumbir aos infernos internos. Deus não tem maior interesse em ver almas torturadas na própria psique do que teria em ver almas no lago de fogo. Nenhum dos dois tormentos é o seu propósito. Ele te oferece vida e vida em abundância (Jo 10:10).0065
- Lição 13 - O Processo do JuízoEm Psiquiatria e Religião·14 de dezembro de 2022Uma das coisas que mais traz sofrimento psíquico para as pessoas é o medo de ser descoberto. Convenhamos, ninguém é perfeito. Se a nossa vida privada fosse aberta diante dos olhos curiosos de todos, como seríamos vistos? Como nossas hipocrisias seriam escancaradas? Se nosso histórico de buscas na janela anônima do navegador da internet fosse, de uma hora pra outra, público. Qual seria nossa reação? A Bíblia diz que Deus tem “um perfeito conhecimento” (Jó 37:16). Ele sabe tudo (1 João 3:20), inclusive as nossas intenções mais secretas (Ecles. 12:14). Não há nada que pode ser escondido de Deus. E esse Deus onisciente haverá de julgar o mundo. Como dormir tranquilo sabendo disso? Muitos carregam uma culpa tremenda ao conviverem com essa vida dupla: aos olhos dos outros um comportamento irrepreensível, mas na realidade do coração há pecados e vícios sendo arrastados por décadas. Muitas vezes parece que a única saída é continuar mentindo e mentindo, sobrevivendo até o dia do juízo final, sufocado e sem paz. A maioria dessas pessoas sabe que existe a graça. Um dos meus versos preferidos da Bíblia, Isaías 55:1 diz “todos vós que tendes sede, vinde às águas, e vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e bebei”. Que promessa linda! Mas quantos ainda resistem em não acreditar que ela também é pra eles, mais uma vez? Querem restringir a Graça de Deus? Não é um disparate? Meu amigo, não importa o que você tenha feito, nem quantas vezes tenha repetido, nem quantas vezes tenha mentido sobre isso. A Graça é grande demais para permitir que você siga culpado! “Ah, Dr. Bruno, mas eu não vou conseguir deixar meu pecado, não vou conseguir parar o que eu tenho feito. Já foram tantas quedas!”. Caro leitor deste blog, essa não deve ser uma preocupação no momento da justificação. Não importa nada seu ou em você. Deus não te amará mais de acordo com a sua obediência - não é assim que funciona. O que importa é simplesmente aceitar a salvação que Cristo te oferece, aceitar que “já nenhuma condenação há” por que você agora “está em Cristo” Rom. 8:1. É claro que você não pode permanecer em pecado e que o julgamento de Deus é pelas obras, mas o processo de santificação é um outro momento. Não tente inverter a ordem natural das coisas, esse é um dos maiores enganos do inimigo. Primeiro justificação, depois santificação. Primeiro a libertação, depois a submissão. Primeiro a fé, depois as obras. O perdão é instantâneo, a transformação é progressiva. Quantos não precisam desse perdão maravilhoso? Aceite-o, viva-o em sua realidade e intensidade e espalhe-o para todos os cantos do mundo!0043
- Lição 12 - A Cosmovisão BíblicaEm Psiquiatria e Religião·8 de dezembro de 2022Em Lucas 2:52 é dito que Jesus “crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e os homens”. Um versículo pequeno, mas que traz uma ideia muito complexa para a época: o ser humano apresenta quatro vertentes indivisíveis que precisam ser desenvolvidas em equilíbrio para que tenhamos felicidade. Precisamos cuidar do corpo, da mente, da nossa espiritualidade e do nosso convívio social - tudo junto e ao mesmo tempo. Muitos cristãos vão contra isso ao aplicarem erroneamente o texto “o espírito na verdade está pro nto, mas a carne é fraca” (Mat. 26:41) ou “o espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita” (João 6:63). Entendem que o corpo é uma mera habitação provisória da alma, que não precisa ser cuidado com tanta disciplina. Porém, os textos querem, na verdade, construir uma antítese entre o homem natural, não convertido, com a tendência de sempre procurar se salvar pelas obras - representado pela “carne” - e o cristão, convertido e transformado no Espírito Santo, salvo pela graça de Cristo. Os textos nada têm a ver com o estado de consciência após a morte. Estão focados no desenvolvimento humano em vida, particularmente o desenvolvimento “na graça” - a comunhão espiritual, o processo de santificação guiado pelo Espírito Santo. Tal conceito ecoa em uníssono com a percepção trazida por Paulo em 1Co. 6:19, o corpo como “Templo do Espírito Santo”. O processo de santificação, de crescimento espiritual, deve também nos mover a sermos cuidadosos com nosso físico e mente, bem como nossa rede social, já que se influenciam mutuamente. Paulo dá uma ênfase interessante na parte da saúde mental particularmente no texto presente em Filipenses 4:18 - “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. Está aí uma lição que, nós como cristãos, gostamos de ignorar e pagamos o preço por isso. Como humanos, damos muita ênfase ao comportamento externo, mas Cristo focou o Sermão da Montanha inteiro em tentar mudar nossa visão em relação a isso. O problema está no pensamento. Temos a tendência de achar que nossos pensamentos têm vida própria, que não podemos controlá-los. Apesar de em alguns transtornos psíquicos esse autocontrole ser muito difícil, ainda assim é parte do tratamento psicoterapêutico aprender a desenvolver esse controle. Por exemplo, entender que vozes e vultos são alucinações na Esquizofrenia, que é possível resistir aos rituais e obsessões do Transtorno Obsessivo Compulsivo, que as emoções intensas não são confiáveis no Transtorno Bipolar, etc. E se alimentamos os pensamentos com coisa boa, eles ficam mais comportados. Se alimentamos pensamentos de medo, de desconfiança, de baixa autoestima ou os excitamos com sensualidade, violência e irreverência, fica mais difícil vencer a guerra. Romanos 12:1 e 2 diz: “Portanto, irmãos, rogo pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Renovação da mente como nosso sacrifício vivo, nosso culto racional - em uma linha resumido todo o processo de santificação. Consequências práticas O processo de santificação exige o verdadeiro exercício da vontade. O eu deve escolher a cada momento vencer a carne e preferir o Espírito. Isso não é salvação pelas obras! O foco não deve estar no comportamento, mas no pensamento. Cada pessoa tem sua história, seus traumas, suas dificuldades e limitações. Esse processo de renovação da mente é progressivo, gradual e cada um tem a sua velocidade. Alguns vão tropeçar mais, outros menos. O importante é ser um movimento constante e decidido. Muitos transtornos psíquicos interferem nesse exercício da vontade. Não é nenhum pecado procurar ajuda para fazer isso melhorar. Psicoterapia e a prescrição correta de medicações podem ser grandes aliados!0043
- Lição 11 - Enganos do Tempo do FimEm Psiquiatria e Religião·1 de dezembro de 2022O medo da morte é uma queixa que aparece com bastante frequência num consultório psiquiátrico. Geralmente aparece associado à ansiedade, à inquietação da mente em relação ao futuro incerto e inexorável, a tudo aquilo que parece fugir do controle! A morte representa o ápice da entropia, da impotência e do desamparo. A Bíblia não está errada ao chamá-la de “nosso último inimigo”! Interessante que a mente saudável é justamente aquela que consegue ignorar essa realidade tão palpável, priorizando a fragilidade e o efêmero ao tocar a vida como se a morte não estivesse sempre à espreita. Não é tarefa tão fácil assim. Que mãe é capaz de dormir tranquila sabendo que o filho na UTI pode morrer a qualquer momento? Que esposo consegue controlar a angústia sabendo que a esposa está lutando contra um câncer intratável e terminal? E todos não podemos morrer a qualquer momento? Por outro lado, o desejo de morte ou vontade de morrer, talvez seja ainda mais frequente nos consultórios! Como a mente humana consegue ser tão contraditória? Uns querendo fugir e enganar a morte, enquanto outros anseiam pela “liberdade” que ela representa. O fim de toda dor e sofrimento, o descanso final. A verdade é que as pessoas só chegam a ansiar a morte por entendê-la como uma solução para uma vida ruim. No fundo não querem a morte, querem fugir da vida. A morte sendo um tema tão misterioso, vem instigando a humanidade há séculos. De um ponto de vista naturalista, a própria religião seria uma criação da humanidade para lidar melhor com o sofrimento psíquico causado pela morte. Schopenhauer, o pessimista filósofo alemão, escreveu: “O animal vive sem um verdadeiro conhecimento da morte: por isso, o indivíduo animal desfruta diretamente de toda a imortalidade da espécie, na medida em que tem consciência de si mesmo apenas como ser sem fim. No homem, o surgimento da razão trouxe necessariamente consigo a assustadora certeza da morte. No entanto, como na natureza para todo o mal há sempre um remédio ou, pelo menos, um substituto, a mesma reflexão que provocou o conhecimento da morte também nos conduz a formular opiniões metafísicas que nos consolam a respeito, e das quais o animal não necessita nem é capaz de ter”. Desta forma, a metafísica seria o consolo por se ter consciência. Triste, não? O naturalismo realmente tira completamente o sentido da vida. Entretanto, não é estranho o ser humano, aquele criado à imagem e semelhança de Deus, ser exatamente a única espécie com consciência da própria morte? Não seria essa uma evidência de que não nascemos para morrer e que a morte é um desvio, uma estranha não convidada, uma situação que não pode ser definitiva? Caminhos perigosos A lição desta semana fala de misticismo, necromancia, espiritismo e reencarnação. Tudo extremamente perigoso do ponto de vista cristão, mas tenho a impressão que a maior parte das pessoas hoje não está muito nessa vibe. Eles flertam com esses assuntos apenas como forma de entretenimento: uma brincadeira para passar o tempo. Alguns talvez até aceitem algum tipo de vida após a morte, mas isso não chega a tomar muita forma. Trata-se de um agnosticismo neopanteísta com traços de paganismo do qual imagino não sair muito conforto na hora da morte. Me parece mais um jeito carpe diem de se evitar pensar na morte, mais um reflexo da nossa sociedade confusa, imediatista e hedonista. Porém, talvez o caminho que me assuste mais dentre as veredas tortas de nossa sociedade é a crença de que, através da ciência, seremos capazes de desafiar a morte. Seja por meio de clonagem, seja por meio da transferência de nossa consciência para inteligências artificiais, seja por meio do controle do desgaste dos telômeros em nossos cromossomos ou da cura do câncer, segundo os cientistas, a geração que está nascendo agora talvez não conheça a morte. Há pessoas que estão gastando rios de dinheiro em técnicas ainda não comprovadas de hibernação para, quem sabe, serem ressuscitadas dentro de alguns anos nessa nova utopia. A verdadeira esperança Todos esses caminhos tiram o foco da verdadeira esperança: a ressurreição bíblica. E tiram foco do verdadeiro esforço: a pregação do evangelho eterno - a maravilhosa graça de Cristo que perdoa, liberta e dá sentido à vida. Que fez cristãos ao longo de toda a história dizerem como Paulo: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda” II Tim 4:7-8. “Pra mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” Filipenses 1:21. Nós cristãos não precisamos temer a morte, nem precisamos desejá-la por que a nossa vida aqui tem uma utilidade! E depois? Bom, depois é uma outra história! É muita coisa boa que a gente nem faz ideia. Referências SCHOPENHAUER, Arthur. Da morte; Metafísica do amor; Do sofrimento do mundo. São Paulo: Martin Claret, 2004.0034
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